sexta-feira, 20 de outubro de 2017

De onde vem o Caixa 1, Caixa 2 e outras caixinhas políticas

PARECE PIADA, MAS NÃO É! Por que existe tanta tramoia no Brasil?

Isso parece endêmico, não acredito na cura! Pois vejamos: vá numa repartição (não é necessário dizer pública, né?) e se você tem alguma urgência, vai ter uma “compensação” de liberação documental.
Quando viramos defunto (isso ainda não aconteceu comigo, senão não estava escrevendo, estava psicografando do além por mão de alguém, apesar de que tenho restrições ao caso!), mas continuemos: há um jeitinho de liberar o corpo com um rapidez de primeiro mundo se vier seguido de algum fator monetário, pode ter certeza, por experiência própria, já fui corruptor no caso, até agora a Polícia Federal não me prendeu...por falta de provas. Sem contar na maquiagem do defunto, que é feito mediante um pagamento à parte para quem parte!!!

E por que não há provas? Porque eu estava sem grana, só tinha o talão de cheque (algo hoje obsoleto!) e fiz menção de pagar com “esse comprovante bancário”, fui questionado, com uma cara do zangado funcionário que disse:

“Cheque não, cheque tem nome, dinheiro não tem nome”!

Aprendi essa máxima filosófica, essa lição com a dor da perda de um ente querido, até hoje uso esse termo, “dinheiro não tem nome”!

Agora falando dos vivos e os "muito vivos"

Mudando de assunto e deixando o morto de lado, vamos falar dos “vivos” na acepção da palavra! De onde sai toda essa “classe” de políticos que só se vendem, e nós chamamos isso de “propina”, uma gorjeta por serviços prestados a Nação?

Ora o político sai das classes sociais, do meio do povo, não importa a letra da classe social se é A, B , C, D.....ou Z, o político, que deveria cuidar da POLIS, ou seja das estruturas das cidades, saem do rol social, ou não, eles são de Marte?

Pois bem como eles recebem as primeiras lições de corrupção?
Ora, com toda nossa ingenuidade: as primeiras lições saem do meio em que todos nós vivemos!

Como assim, vão questionar os ingênuos, inclusive fui por muito tempo, pois acreditava que isso era algo inconcebível com pessoas de bem. Claro que o bem existe, mas é o bem “espécie”, a mola mestra do Mundo, embora Deus disse que não há possibilidade de amar dois senhores ao mesmo tempo, amamos o monetário primeiro e acreditamos que com ele compramos os “bens” espirituais, um dia, quando pegarmos o passaporte para a “Vida Eterna”, mas aqui na Terra vamos, até lá, consumindo bens!!!

Se somos treinados para saber lidar com a propina, onde ela se inicia?

No meio social, evidentemente.

Como assim?

Estou reformando a fachada de uma casa e virei um corruptor, não tão importante quanto as empreiteiras que trabalham para a República Federativa do Brasil, mas tudo que eu contrato tem que ter a “caixinha”!!!
Pois vejamos: comprei piso para o quintal e o atendente terceirizado da loja de material cobrou $75,00 reais de frete, mas o “fretista” fez dificuldade na hora de descarregar o material porque tinha uma escada, de 16 degraus! Adivinhem o que aconteceu?

Outro caso:

Foram descarregar argamassa, o que aconteceu? O caminhoneiro disse que não subia escada...adivinha?...Subiu contente e cantarolando!
Sem contar serviços de instalações contratadas com as concessionárias, mas isso nem conto todos que estão lendo isso, sabem de cor e salteado como funciona, não vou ensinar Pai Nosso pra vigário!
Criam dificuldade para vender facilidades, esse é o mote da Nação!!!
Esse negócio de “caixinha” já é “instituição” no Brasil, será que estou mentindo?
Agora veja: quando um candidato “torna-se político”, ele já tem nas “Raízes do Brasil” como deve ser feita a coisa, claro que já não é mais caixinha, é “caixão”, não, não, caixão lembra defunto do início da história, daí eles lá na Câmara que “representam o povo”, tiram desse povo a caixinha para eles fazerem um benefício para o mesmo povo que os colocou lá, e começa a numerar a “caixinha” anterior ao status de político e ela se torna Caixa 1, Caixa 2, Caixa 3, Caixa infinito e por ai vai!
Na Constituição do Brasil, um tanto remendada, poderia ser remendado mais um parágrafo sobre caixinha, como coisa lícita, exigir caixinha sempre que entregarem algo em uma obra...pois na minha obra-reforma isso acontece direto!
Vocês vão achar que sou corruptor como as grandes empreiteiras que trabalham para o Brasil, mas vou alertar: se não derem a “caixinha” a obra não sai!!!
Podem acreditar, mas se não acreditarem, comecem uma obra e verão...mesmo que seja no inverno!!!

Se houver semelhança com outras obras, é mera coincidência, não faço parte de caixinha de obras de terceiros!!!


Se houver semelhança com outras obras, é mera coincidência, não faço parte de caixinha de obras de terceiros!!!

Não quero morar no Paraná, Moro em São Paulo mesmo!

O BRASIL ESTÁ CLASSIFICADO PARA A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL...VIVA O BRASIL!



terça-feira, 17 de outubro de 2017

A estrela “intrometida” do Cruzeiro do Sul invertida em Bandeira e passaporte atual do Brasil

Quem ou o que define um símbolo?

O Cruzeiro do Sul visto do Planeta Terra:


Nunca havia reparado que as estrelas que representam o Cruzeiro do Sul na Bandeira do Brasil (DETALHE NÚMERO 6) fosse vista espelhada, ou seja, invertida, como se alguém estivesse do lado oposto do observador da Terra!

Isso acontece também no novo Passaporte atual do Brasil, ou seja, a estrela "intrometida" está representada do lado direito e não do lado esquerdo como aparece nos Céus do Brasil (Hemisfério Sul)!


Curioso, pois duas bandeiras de países que estão no Hemisfério Sul, Austrália e Papua-Nova Guiné que tem o Cruzeiro do Sul representado em seu pavilhão têm as estrelas como observadas da Terra!



(As estrelas na Bandeira do Brasil refletem o céu visto no Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, representam às unidades federativas, cada estrela determina um estado específico, além do Distrito Federal)

O Brasão da República nos antigos passaportes contendo o Cruzeiro do Sul no seu interior

No passaporte anterior há o Brasão da República estampado na capa (o da direita) e o mesmo possui o Cruzeiro do Sul como se apresenta ao observador do planeta Terra!


                                           BRASÃO COM AS CORES DA REPÚBLICA

Vai entender porque há duas conotações para o “Cruzeiro do Sul” no mesmo documento que representa o país no exterior na estrela "intrometida"!!!

Evidente que esse “pequeno detalhe” não interfere e nem invalida o documento em questão, mas que se deve inquirir nesses detalhes para evitar mal estar de explicações inexplicáveis da Casa da Moeda, entidade responsável da fabricação do documento que somente é validado pelo Itamaraty e o Departamento de Polícia Federal (DPF) que registram o documento entregue ao cidadão!

Se não há consenso nos símbolos do país, haverá concordância aonde?


Vide:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_da_Papua-Nova_Guin%C3%A9
(Imagens são de passaportes pessoais e/ou internet)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O Bairro Vila Nova Conceição, a Paróquia São Dimas e o Hospital São Luiz, em São Paulo

A MARCHA URBANA DO PROGRESSO: A CHEGADA DOS BÁRBAROS

Deparei-me com uma gaveta enorme e pesada de um móvel antigo que foi um dia uma camiseira. Dentro da mesma havia um “baú do tesouro”. Lá havia um pouco mais de uma dúzia de fotos também antigas e amareladas. Pareciam falar de um momento congelado no tempo e espaço de mais de meio século.

Como extrair da fotografia a concepção histórica?

Agrupei-as com estes "heróis" que um dia conheci por afinidades familiares, indo recolher alguma "arqueologia" daquele momento conversando com pessoas de nosso convívio

Sempre escutei algumas "lorotas", como se dizia, a parentela reunida. Mas possuía uma dificuldade enorme em saber quem era tio, sobrinho, madrinha, os quais no entusiasmo das mais alegres conversas ruidosas e gargalhadas de alguém no auge do burburinho. Comentavam o crescimento do Bairro da Vila Nova Conceição.

Este crescimento revelava-se na demografia, pela vinda do imigrante e ainda pelas correrias repentinas das parteiras mais famosas do lugar, Dona Benedita e Dona Sebastiana, que estavam sempre preparadas para o socorro de futuras mães aflitivas na hora do parto. As condições médicas não tinham a qualidade hospitalar da atualidade, pois o custo de uma maternidade era coisa muito dispendiosa, não havendo como cada família operária arcar com o custeio da mesma.

Morávamos na chácara de meu avô, Manuel do Santos, terras de arrendamento da família Tomazelli, pois nunca usufruiu de áreas devolutas, nunca foi grileiro profissional. Localizava-se na esquina da Rua Jacques Felix com a Rua Baltazar da Veiga. 



Era considerado um local "adiantado", tendo o "Grupo Escolar Martim Francisco", onde estudei mais tarde, na esquina das ruas Jacques Félix com Domingos Fernandes, local da Capela Nossa Senhora da Graça, depois renomeada de Paróquia São Dimas, aonde meu pai Ernesto, vindo de Taquaritinga, interior paulista, fixou "moradia" junto com seus pais e irmãos, onde participou ativamente na construção da paróquia, rodeada por amplos terrenos ainda vazios e fez parte da congregação nos tempos do frei Justino.


Na década de 1950 a paróquia necessitava expandir, ter mais área física para receber os fiéis que chegavam na “Vila Nova” em expansão e deste modo o pároco Arnaldo adquiriu parte do terreno de Dona Joaninha, que fazia fundos com a Paróquia São Dimas.


As procissões de momentos religiosos festivos saiam da Paróquia Nossa Senhora da Graça, na Rua Domingos Fernandes e caminhavam até o Largo da Maná, hoje Praça Dom Gastão Liberal Pinto, onde havia o encontro com os leigos e religiosos da Paróquia Santa Terezinha, no Itaim Bibi, vindos da Rua Clodomiro Amazonas.

Muitos representantes da congregação franciscana atuavam na região da Vila Nova Conceição e Itaim Bibi, como Frei Domingos, Frei Justino, Frei Bento, Frei Ildefonso, Frei Canizio, Frei Leonardo e bem posteriormente a isto o Padre Pallacius.


O terreno da Confederação Nacional da Indústria, CNI, ficava na esquina oposta a Paróquia Nossa Senhora da Graça, entre a Avenida Santo Amaro com Rua Domingos Fernandes e Jacques Felix que no início da década de 1940 era um grande capinzal onde se guardava as carroças e os animais utilizados pelos vendedores de seus pães da padaria de nome Avenida localizada nos Jardins, e também abrigou, por algum tempo, o campo de futebol do Sporting Club de Vila Nova Conceição.

Do lado oposto ao CNI localizava-se a farmácia do Sr. Barros, homem conceituado, que nas palavras dos antigos era "quase médico". Prescrevendo receituário próprio indicando remédios e formulações da prática para pacientes assíduos que acatavam o diagnóstico aplicado na vivência farmacêutica.

A prática médica aplicada pelo "doutor farmacêutico", corriqueira ainda em várias localidades, estava sendo questionada por dois jovens recém formados, Renato Fairbanks e Alceu de Campos que resolveram estabelecer consultório na Estrada de Santo Amaro, importante ligação de municípios. Doutor Renato mudou-se para a Rua Jacques Félix, próximo a residência de meus padrinhos, Moema e Antonio Luz.

O doutor Alceu fixou-se na Rua Bueno Brandão, a antiga Rua Ressaca, próximo a outro arrendamento feito por meu avô, Manuel dos Santos, para cultivar rosas. Hoje um posto de gasolina. Em 1938 os dois jovens médicos idealistas aumentavam sua clientela, e assim resolveram concretizar o sonho dos tempos acadêmicos: montaram a "Policlínica Vila Nova", estrutura com leitos para cirurgias simples com condições para internações.

Quando criança, por estripulias da idade, virei um bule dentro do suporte que segurava o saco de linho onde se colocava o pó de café. Isso tudo tombou fervente do meu lado, sendo internado as pressas na ala infantil. Especialidade que foi mantida no "Hospital São Luiz Beltran", idealizado como "Beneficência Médica Brasileira". Respeitando as devidas proporções, nos moldes das beneficências "estrangeiras" que atendiam imigrantes, como por exemplo, o hospital Humberto Primo (1º), ou Matarazzo na época referência médica da América Latina.

A dupla de médicos recebeu ainda reforço do Dr. Paulo Gomes Carneiro, que completava uma administração eficiente instituindo a formação de enfermagem com treinamento especializado. A "Escola de Enfermagem" era um corpo técnico preparado por médicos brasileiros, estando localizada em residência da Rua Amélia, atual Dr. Alceu de Campos Rodrigues. Assim a "Polyclínica Villa Nova" passou à nova razão social com a denominação "Hospital São Luiz Beltran", na atualidade "Hospital e Maternidade São Luiz".

O Pronto Socorro ficava em frente à Avenida Santo Amaro, nº 734. Com esse profissionalismo e crescimento da região surgia o "Hospital São Luiz Sociedade Anônima", formado por médicos autênticos, não por investidores financeiros da atualidade, que não se preocupam com a medicina, mas com os rendimentos que a mesma oferece pelo lucro imediato.

Em 1936 a Cidade de São Paulo foi sobrevoada pela mais avançada tecnologia alemã em dirigíveis: o Zeppelin estava sendo apresentado na América. Foi um acontecimento que causou tumulto no cotidiano, que por muito tempo tornou-se comentário corriqueiro na cidade. Era início da modernidade.

O meu avô era homem enraizado na terra, tirava o sustento dela, tudo orgânico, sem veneno. Era agricultor e possuía sua própria plantação de hortaliças, legumes e frutas, não sabia o que era agrotóxico, não conheceu “super” ou “hiper” mercado. Homem alegre até na tristeza. Meu avô já não "cabia" mais no bairro. Um dia resolveu promover uma festa com direito a grande "fuzarca" dançante para derrubar sua casa de madeira, pois o "progresso" estava chegando, os bárbaros invadiam a "Villa" de seus sonhos.

 Convidou toda a "moçada", termo hoje ofensivo aos varões, que chegavam vindos das redondezas próximas e também do Itaim Bibi, onde seu cunhado, Joaquim de Monteiro Amaro possuía também uma chácara na Iguatemi. Subiam a "sobrinhada" por parte dos Amaros. O Zeca, Jaime, Lúcio, Paulo, Antônio e a única irmã deles, Iracema.

Por parte da Doceira Paulista, situada na Rua Augusta, 2995, comandada pelo "seu" Hermínio, "seu" Fernandes e "seu" Campos, com a colaboração da família Amaro, grandes doceiros, vieram várias amigas, entre as quais Zélia, Isaura, Chiquita, Helena, Meire, Lourdes Sola, e tantos outros que o tempo insiste combater teimosamente a mente. Não recordando, apesar do esforço dos depoentes.

Da família estavam meus tios Ivo e Odete, e minha mãe Elza, contanto com a cozinheira importante do "evento", a Ti-Maria, minha avó. O rega-bofe seria completado com "barril" de chope de "madeira", financiado pelos "gajos abrutalhados", no auge da juventude, para a empreitada do desmanche.

A casa foi ao chão depois de uma madrugada de arrasta pés, com a poeira subindo do assoalho, e deste modo a "nossa casa, nossa vida" foi demolida. Não fazíamos mais parte daquele espaço da cidade, não havia lugar para a taipa ou a madeira, a cidade agora era do concreto.

Tomamos o rumo da principal via local. A Estrada de Santo Amaro, de terra batida, ligação de duas localidades importantes: a da Cidade de São Paulo e da antiga Cidade de Santo Amaro, que fora incorporada como bairro após 1935. Local da construção da Represa de Guarapiranga, que no "futuro" deveria ser implantada uma estação balneária e para onde se deslocavam em direção a "Interlagos" e que havia sido construído o bairro "entre as represas". Sendo a Billings, segunda geradora de energia de São Paulo.

Atravessamos o lado oposto do Rio Pinheiros, para fazer "minha casa, minha vida" no Bairro Jardim São Luiz. O hospital, mais tarde, veio atrás e migrou para o Morumbi, na Avenida Giovanni Gronchi.

Foi deste modo que descobri que as fotos falam!

Obs.:
Espera-se a crítica da crônica ou alguma referência que some ao exposto para acréscimo historiográfico de citações daquilo que foi as relações sociais do referido bairro.

Depoimentos de Oswaldo do Nascimento Valente (Marujo), Odete dos Santos Amaro e Elza dos Santos Fatorelli

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

BRASILEIROS EMBRUTECIDOS E LAPIDADOS

Uma junção de vários elementos: O brasileiro
Claro que muitos já estudaram a formação do povo brasileiro, que parece ainda em formação em um cadinho efervescente de amálgamas, uma mistura constante de várias etnias, de povos muitas vezes sem alternativas de vida em outros países que resolveram imigrar para desbravar um novo horizonte.

Muitos que aqui chegaram deram o tom daquilo que hoje chamamos de brasileiros com resquícios de seus antepassados. Uma coisa podemos expor: essas gerações que precederam não são mais portugueses, nem espanhóis, nem vários eslavos da parte oriental da Europa, nem japoneses, nem sírios, nem turcos, nem italianos, nem africanos, nem uma porção de gente que imigraram um dia por serem considerados, muitas vezes estorvo aos governos locais que viram a oportunidade de “limparem a área” e não despenderem em uma mão de obra vagante.

O Brasil apareceu como uma grande oportunidade de expandir desses povos que não sabemos como todas essas línguas diversas se entenderam no início numa “terra estranha”.

Aqui aprendemos a comer mandioca e o milho moído virou farinha, fizemos o “sarrabulho”[1] tornar-se feijoada, muito sarapatel e mocotó e da “paella”[2] espanhola fizemos pratos de muitos peixes abundantes dos rios e oceanos, e assamos a carne de um modo primitivo e expandiu assim o churrasco e o guisado virou cabidela.

Não dançamos mais a “tarantela” e o “vira”[3] ficou lá na “Santa Terrinha”, e nasceu o frevo e o samba, e das músicas de muitos povos formou-se fandangos, catiras e tantos rodopios que nem damos conta de classificar.

O que dizer da língua “inculta e bela” em constante mutação da qual falamos hoje a “língua brasileira” cheia de nuances de outras, somadas ao tupi guarani, herdeiros natos, que por pouco não falávamos o “nheengatu”[4] da base catequética!

Se foram “embrutecidos” pela lida da vida nômade ou bárbara em suas terras natal, agora estão sendo aqui “lapidados” a ferro e fogo para formar uma Nova Roma[5], um novo povo, duro como o aço forjado na pancada do martelete da prensa!

O que faremos disso tudo neste belo Brasil, só nós devemos ter a resposta um dia qualquer, desta formação histórica em construção de identidade e pertencimento!





[1]Prato típico minhoto, feito com esse sangue, miúdos de porco e condimentos (ex.: sarrabulho limiano). = SARRABULHADA *"sarrabulho", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/sarrabulho [consultado em 29-09-2017].
[2] O prato mais conhecido da culinária espanhola, feito de arroz condimentado com açafrão e cozido com carnes, crustáceos, peixe, hortaliças etc.
[3]Dança e música popular, usual especialmente no Norte de Portugal, do ciclo das danças de roda, de compasso 6/8 e andamento em geral não muito vivo.(O acompanhamento é feito geralmente por cavaquinho, rabeca, viola, ferrinhos e tambor.) *"vira", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/vira [consultado em 29-09-2017].

[4] Nheengatu é uma palavra indígena que define a Língua Geral Tupi, que foi sistematizada pelos jesuítas, falada até o século XIX por tribos que habitavam o litoral do Brasil, e ainda hoje falada por tribos da Amazônia.


[5] RIBEIRO, Darcy . O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo, Editora Cia das Letras, 1996


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PUC de São Paulo: 40 ANOS DE UM MARCO HISTÓRICO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO EM 22 DE SETEMBRO DE 1977

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo foi fundada aos 13 de agosto de 1946 pelo cardeal da cúria metropolitana de São Paulo, dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, nasceu a partir da fusão da Faculdade Paulista de Direito com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, esta fundada em 1908. Foi reconhecida pelo Decreto-Lei nº 9.632, de 22 de agosto de 1946, recebendo o título de Pontifícia em janeiro de 1947 pelo papa Pio XII.


Durante a época do regime de exceção, o então grão-chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, admitiu professores de universidades públicas que tinham sido cassados pela ditadura, entre eles os professores Florestan Fernandes, Octávio Ianni e Paulo Freire, e tantos mais que passaram a fazer parte do quadro de docentes da universidade.
A universidade era até então considerada "território livre", fora da influência dos militares.

Foi no campus da PUC-SP em 22 de setembro de 1977 que houve a reunião do processo de reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE), fechada pelo regime militar. Nesta mesma reunião com estudantes de diversas universidades brasileiras, a PUC foi invadida por tropas militares às 21:50 horas comandadas pelo coronel Erasmo Dias, então Secretário de Segurança Pública de São Paulo. Era a então reitora da PUC-SP a professora Nadir Kfouri que defendeu a instituição contra este ato arbitrário.

Foram detidos 854 pessoas e alguns estudantes foram processadas pela Lei de Segurança Nacional vigente à época. 












Em 1978 o inquérito foi arquivado.


Uma indagação:

Quais as atribuições da UNE hoje na representação estudantil brasileira?



“A Fotografia como Concepção Histórica”:PUCSP do Campus da Rua Monte Alegre, 984, Perdizes,SP
















Referências:






Fotos aqui expostas fazem parte do acervo do projeto “A Fotografia como Concepção Histórica” deste missivista do interior da PUC do Campus da Rua Monte Alegre, 984, Perdizes, SP. As fotos em preto e branco são creditadas à
Comissão da Verdade-PUC de SP

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo

CHSA e seus 82 anos comemorados em 2017

Ao completar seus 82 de aniversário de fundação, o Clube Hípico de Santo Amaro está de parabéns por manter parte de Mata Atlântica com bosques e jardins que servem de moradia para diversas espécies de aves e pequenos animais silvestres. As estruturas originais da maior parte das edificações da Fazenda Itaquerê estão bem preservadas.

FAUNA: MICOS


FLORA

Santo Amaro em 22 de fevereiro de 1935, através do decreto nº 6.983, expedido pelo interventor Armando de Salles Oliveira, deixou de ser município e passou a integrar o município de São Paulo. Neste mesmo ano em 07 de setembro surgia o Clube Hípico de Santo Amaro, situado à Rua Visconde de Taunay, n° 508, no Bairro de Santo Amaro, ocupando área de 330 mil metros quadrados.

Em 7 de setembro de 1935, em um grande loteamento da antiga Fazenda Itaquerê, foi fundado, por iniciativa de um grupo de empreendedores, o Clube Hípico de Santo Amaro. O grupo de 49 sócios fundadores, liderados por João Carlos Kruel, adquiriu a Chácara Street, chamada de “Fazenda Itaquerê” por causa de sua vasta extensão, do industrial Jorge Luís Gustavo Street[1].





O Clube está encravado em uma região da Mata Atlântica e seus bosques e jardins que servem de moradia para diversas espécies de aves e pequenos animais silvestres. O atual Casarão, sede antiga da Fazenda Itaquerê e sede do Clube passa por reformas e restaurações, mas a essência e a beleza da arquitetura desta antiga casa de fazenda, construída pela família do educador francês Hyppolite Pujol, estão preservadas até hoje.




A partir de 1940, Santo Amaro recebeu instalações de indústrias estrangeiras. Muitas dessas empresas, como forma de incentivo, presenteavam seus funcionários com títulos do Clube Hípico de Santo Amaro.

Cavaleiros: protagonistas da história

Os primeiros cavaleiros e cavalos de adestramento surgiram na Força Pública Paulista, depois que alguns oficiais treinados na Escola de Saumur, na França. Dos oficiais do esquadrão de cavalaria que vieram para o Clube Hípico de Santo Amaro destacam-se:

Eduardo Esteves, Tomas Barth e Omar Nór, que foram posteriormente presidentes do Clube. Nas escolas de equitação do Exército, de São Paulo e do Rio de Janeiro, os militares dominavam as técnicas do hipismo e alguns destes famosos cavaleiros contribuíram para o desenvolvimento do esporte equestre no Clube Hípico de Santo Amaro, como os coronéis Renyldo Ferreira, Gérson Borges, Sylvio Marcondes de Resende, Horácio Bozon e José Carlos Ávila.

Entre os anos de 1955 e 1965, aprimoraram-se as técnicas de hipismo devido à aproximação dos cavaleiros santamarenses com os militares da arma de cavalaria, tanto da Força Pública, como era chamada a atual Polícia Militar, quanto do Exército. O coronel Oscar Luís Consistré foi um dos primeiros professores de equitação do Clube Hípico de Santo Amaro a compartilhar seus conhecimentos adquiridos durante a Missão Francesa a Saumur, de onde trouxeram novas técnicas para serem transmitidas a civis e militares.

A formação de cavaleiros ficou bem evidente nos anos de 1985 a 1995, quando a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) procurou levar o esporte equestre para todo o Brasil, promovendo campeonatos e torneios fora das associações hípicas. Esta época foi marcada pelo surgimento de novos clubes, manéges, haras e centros equestres em todo o território nacional, principalmente no eixo Rio-São Paulo.

Assim, as equipes brasileiras passaram a se destacar nas principais provas internacionais de salto, como a Copa das Nações de Aachen, em 1987, com um aplaudido terceiro lugar por equipe.

A época áurea do salto no Brasil se deu entre 1995 e 2009, como resultado dos triunfos que os brasileiros obtiveram pelo mundo. O hipismo ganhou a atenção dos dirigentes estaduais e nacionais, e muitos cavaleiros e amazonas estão, até hoje como associados do Clube Hípico de Santo Amaro.

O Clube Hípico de Santo Amaro se destaca, inclusive, pela quantidade de vezes que conquistou o Troféu Dr. Camillo Ashcar Júnior – um troféu permanente da sede da Federação Paulista de Hipismo (FPH) no qual é inscrito o nome da associação que obteve o maior número de pontos em provas oficiais de salto durante um ano. O Clube Hípico de Santo Amaro foi campeão anual por 14 vezes, em 21 edições, e ininterruptamente, de 1990 a 1999 e de 2003 a 2006.

Uma atividade muito especial e mundialmente pioneira no Clube Hípico de Santo Amaro foi a realização de vários balés equestres dirigidos por Bernardo Kaplan.














*Material desta crônica extraído de fôlder e páginas da internet pertencentes ao Clube Hípico de Santo Amaro, além de referências conseguidas em visita ao local em 7 de setembro de 2017.




[1] Proprietário da fábrica de sacaria de juta Santana, adquirida do Conde Penteado, onde iniciou a expansão da Companhia Nacional de Tecidos de Juta. Em 1912 principiou a construção da fábrica e Vila Operária Maria Zélia, bairro do Belenzinho, em São Paulo, com creches, escolas para crianças dentro da vila, uma inovação à época.