quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

SÃO PAULO SEMPRE ALAGOU E O HOMEM NÃO APRENDEU!

A natureza não se vinga, apenas exige respeito!

Sempre que se inicia um novo ano temos notícias de enchentes em São Paulo!
 Por que será que a cidade inunda de uma hora para outra nestas chuvas de verão?

São Paulo tem um sistema hídrico impressionante e os povos indígenas viviam ao redor desses cursos de águas, mas sempre no planalto, nos lugares mais elevados, nunca em escarpas, elevações de encostas, jamais próximos a margens dos rios, haja vista que o marco zero, onde foi instituída a cidade de São Paulo de Piratininga era o lugar da aldeia de Tibiriçá e onde foi edificado um colégio religioso (embora alguns estudiosos citam o lugar da aldeia como sendo nas proximidades do Mosteiro São Bento atualmente) e que os colonizadores aproveitaram como base de observação da “boca do sertão” de todo vale circundado por rios como Anhangabaú, Tamanduateí, e tantos ribeirões que alimentavam esses e corriam para um rio maior, o Tietê!

Todas as aldeias com suas moradias ficavam acima dos rios que possuíam suas várzeas férteis e alagavam suas margens e voltavam a condição natural nos tempos mais secos.


Reconstrução “hipotética” da Aldeia de Tibiriçá (*), no planalto de Piratininga- Crédito: Vallandro Keating e Ricardo Maranhão

O colonizador europeu resolveu invadir e aterrar as várzeas, aprisionar os rios paulistanos em canais e depois cimentar todos para fazer estradas e a cidade cresceu e os rios perderam suas curvas e suas várzeas. (Todos rios paulistanos “ficaram” retos, sem força de movimento, quase águas paradas!)

Os rios estão ali como a natureza determinou e com tudo impermeabilizado a terra não absorve mais as águas da chuva que buscam o curso natural e abastecem os rios que estão aprisionados que por sua vez enchem até transbordarem para suas antigas várzeas e onde os “colonizadores” construíram suas casas e jogam resíduos que deslizam com o curso natural das águas, trazendo também lama das margens, pois até a retenção vegetal foi destruída!

(Os incas, que viveram nos Andes, jamais quiseram entrar “nas terras baixas”, pois inundavam com freqüência. Essas terras eram no Brasil!)

Simplesmente a natureza recuperando seu espaço!

Vide:

(*) PONTOS DE PARADA DE VIAJANTES ORIGINARAM OS PRIMEIROS BAIRROS DE SÃO PAULO
http://patrimoniohistorico.prefeitura.sp.gov.br/pontos-de-parada-de-viajantes-originaram-as-primeiras-freguesias-de-sao-paulo/

FOTOS DE ENCHENTES NA CIDADE DE  SÃO PAULO
Créditos: em pesquisa






































 



A Cidade de São Paulo Indígena

UMA LÍNGUA NOVA DIANTE DO COLONIZADOR EUROPEU

Foi oficiosamente registrada como "São Paulo dos Campos de Piratininga", local de "secar peixes" e que se tornaria a maior cidade da América do Sul. Se já era conhecida como Piratininga a aldeia de Tibiriçá, o "vigilante da terra" o morubixaba. Este "cacique" faz parte da historiografia com sua taba, a aldeia formada no local alto vendo-se todas as terras das águas ao redor das ocas a denominação Piratininga prevalece sobre o registro europeu que originou pelo Pátio do Colégio, mera tapera, casa de pau a pique, onde se pretendia instituir uma escola catequética de interesses da dominação européia.

O Ibirapuera faz parte de outra localidade do irmão de Tibiriçá, Caiubi, de caá (mato) e obi, ou as "folhas azuis" chefe dos nativos guaianás, que na partilha da "reforma agrária indígena", Piratininga foi dividida pelo morro da atual Avenida Paulista descendo até Santo Amaro, migrando este cacique na procura de região nas proximidades de outras nascentes d'água.

Diz-se que "El Rey", querendo dominar e denominar seus redutos na confluência ao sul do Tratado entre Portugal e Espanha, achou-se por bem encomendar um "agrimensor territorial" que além de delimitar a posse pela ocupação faria a toponímia, a lista de nomes específicos de pontos geográficos e que seriam determinados por vários relevos, como montanhas, rios.

Assim partiu a nau de Portugal rumo as "Terras sem Mal" trazendo o referido agrimensor, para o local mais próximo da divisa sul e apontou no litoral onde antes havia estado Martim Afonso de Souza, com sua Expedição Exploradora, condição esta seguida por muitos no mesmo feitio ao longo do tempo. Foi designado para o acompanhamento de tão honrado demarcador territorial os mais proeminentes guias do grupo de língua tupi, nativos denominados "negros da terra" pelos exploradores, uma língua geral que mesclada originou o dialeto caipira dos caboclos, "gente do mato", e o dialeto paulistano uma mistura de sotaques característicos com o advento das imigrações.

A expedição penetrava nas terras e montava acampamento, subindo vagarosamente por Paranapiacaba, onde o "mar estava a vista" do lado de Cubatão, a "terra montanhosa", a Serra do Mar. Deste modo penetrava-se na "Boca do Sertão" por Embu Guaçu, local de "cobra grande" por um caminho que os nativos conheciam com Cupecê, o local da "fronte da borda da mata" onde o "honrado emissário" de Portugal, voltado a certo luxo e um pouco de preguiça, não negava o ócio.

Começou a nomear o local, escrevendo conforme diziam os autóctones que conheciam cada espaço geográfico. Assim seguiu a marcha, parando em Grajaú, local dos "macacos pretos", foi mais adiante, parando no rio Guarapiranga, para matar a sede na "garça vermelha" dando de frente com o rio Jeribatiba, "local de muitas jerivás", palmeiras pendentes indo cortar caminho pelo M' Boi Mirim, local infestado de "cobras pequenas". Seguia a comitiva na trilha que levava a enxergar de longe o Morumbi, uma "colina com muito verde" subindo em direção a um caminho de Moema, um local "doce", um verdadeiro Oasis, seguindo depois em direção a Ibirapuera, ybyrá-pûer-a, tronco seco, árvore morta, típica de charco, indo depois para Iguatemi o "rio verde e escuro" até atingir o Itaim "a pedra pequena" para um descanso merecido. Depois seguia por terra firme pelo Butantã, "lugar de "terra dura" e firme em direção ao planalto cortado pelas águas onde da aldeia via-se o vale do Anhangabaú, onde corria o "rio do mau espírito", que os dogmáticos mudaram para "diabo".

Descendo um pouco mais, atingia-se o Anhembi, local de "ervas de flores amarelas" seguindo o curso para o Tamanduateí, de águas correntes fortes, por ser um "rio de muitas voltas", referência as sete voltas na várzea até atingir o Porto Geral, hoje "cruza-se a pé enxuto" a Rua 25 de Março. Talvez fosse habitado por tamanduás, mas para isso seriam necessárias escavações arqueológicas para confirmação contemporânea. Seguia um seu importante afluente, o Ipiranga, o rio Vermelho, conhecido pela independência, porém nem tanto independente assim. O Tamanduateí descia sinuosamente até encontrar com o Tietê, "o rio verdadeiro", o da integração do território usado para entradas ao interior. Passava-se pelo Carandiru, o "bosque dos carandás", espécie de palmeira de tronco forte, que embelezava a região.

Dizem as más línguas e as boas também, que o primeiro lugar do interior do Brasil em se encontrar o "Eldorado" foi no Pico Jaraguá, o "senhor do Vale", local onde luziu o primeiro veio de ouro, e quem possuía o nome de "senhor" era a montanha e não seu "dono de posse", Afonso Sardinha. Isso tudo se perdia ao longe noutra serra, a da Mantiqueira, "lugar onde chove muito", mas isso debandava mais para a "Boca do Sertão".

Há muitos outros belos exemplares de nomes que pertencem a este universo linguístico das nações indígenas, que na atualidade dizem somar mais de 200 outras línguas que não o português, com território, costumes dos mais variados, com danças, comidas, rituais e, deste modo são realmente nações, mas o medo da balcanização em Pindorama, a "Terra das Palmeiras", não se admite outra nação que não seja o Brasil.

O emissário do rei voltou, mais tarde, para a Metrópole, com os méritos do reino, galgou talvez outros postos pelos préstimos à Coroa e deve ter lotado a "burra" de maravedis, a moeda e ouro da Península Ibérica, a riqueza que lhe deu vida de marajá em algum outro reino das riquezas das Índias Orientais.

São Paulo de Piratininga, das Índias Ocidentais, ganhou a riqueza dos nomes que já existiam, anteriores ao "Achamento do Brasil" e ligava o Atlântico ao Pacifico pelo Peaberu "caminho (inca) do gramado amassado" que unia o Império em Cuzco, no Peru, a Capitania de São Vicente, ligação de um Mercosul antigo. Há muito “nhen-nhen-nhen” constante para "ficar falando sem parar", sobre este imenso vocabulário que ficou como legado indígena, um presente para São Paulo e que falamos constantemente no dia a dia, sem pretensão de um glossário, pois há tantas análises de especialistas competentes, sendo apenas uma maneira de "enxergar" a cidade de São Paulo de tantos matizes.


Referência:

Navarro, Eduardo de Almeida. Método Moderno de Tupi Antigo. Rio de Janeiro:
Editora Vozes, 1998

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

ERA UMA VEZ UMA BOLA DA MARCA PENALTY!!!

QUANDO UM PRODUTO POSSUI UM DEFEITO DE FABRICAÇÃO DEPOIS DE CERTO TEMPO O QUE FAZER NO BRASIL SEM A NOTA FISCAL? NADA!!!

Após uma partida de futebol e transportando o objeto mais perseguido da Terra, veja o que aconteceu com “la pelota” e meu contato em 17 de janeiro de 2017 por e-mail com a empresa fabricante com o “assunto avaria de produto”, entre réplicas e tréplicas resultou em....... nada!
(repassando conforme os e-mails)

Bom dia
Sabemos da qualidade dos produtos da Penalty, mas gostaríamos de alertar sobre um caso acontecido com meu filho, que é professor de educação física, que possui bolas desta marca consagrada e que após uma partida de futebol no outro dia recolhendo seus pertences do bagageiro da moto espantou-se ao verificar que os gomos da bola estavam descolados.
O caso deve ser analisado, pois acredito que a aderência dos gomos à câmara deve estar com algum problema, causando esta avaria!
Anexo fotos
Att.
Fatorelli

*1ª Resposta da PENALTY:
SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente
Bom dia,
Gentileza encaminhar foto da nota fiscal.
Atenciosamente, (omitido nome da atendente)
SAC Penalty
0800 747 3000
Seg. a Sex. das 8h às 17h

(TRÉPLICA)
Ao
SAC Penalty
A/c (omitido nome da atendente)

Estamos informando o ocorrido e colaborando com a Penalty apenas, quanto a um produto que deve ter uma falha de processo!
Não há mais a NF, pois acreditávamos no produto em questão e não pensávamos que poderia acontecer essa falha! 
O que vocês deveriam requisitar era o produto para uma análise mais detalhada da ocorrência, por um corpo técnico da Penalty!
Não estamos requisitando nova bola como reposição!
Att.
Fatorelli

*2ª Resposta da PENALTY:
SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente
Boa tarde,

No caso solicitamos a nota fiscal, devido fazer parte ao procedimento de análise do produto.
Todos os consumidor tem o direito de obter a segunda via da nota fiscal com o dia e o mês correto da compra.
Caso o senhor seja do estado de São Paulo e solicitou a Nota Fiscal Paulista segue o link.

O lojista pode emiti a nota fiscal ou uma declaração onde contem o nome da loja, CNPJ, endereço, a descrição do produto, o valor e a data da compra correta, o nome do senhor com CPF e tem que ser assinado pelo vendedor e carimbado pela loja.
No caso assim que mandar a nota fiscal, iremos dar continuidade ao procedimento de análise da mercadoria.
Sendo analisada a mercadoria, constando defeito de fábrica, mandamos um novo produto ao cliente.

Atenciosamente,
SAC Penalty
0800 747 3000
Seg. a Sex. das 8h às 17h

DESISTI...SEI QUE A ATENDENTE FAZ O QUE A EMPRESA DETERMINA BUROCRATICAMENTE!!!

PENSAVA QUE A PENALTY ERA A “BOLA DA VEZ” EM MATERIAL ESPORTIVO, MAS NÃO É BEM ASSIM... E PARA QUE VEJAM O PRODUTO QUESTIONADO ANEXO FOTOS!






terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Acorda São Paulo, Acorda Brasil: Uma anedota da realidade!

O “recruta do povo” sabe o que é necessário fazer!!!

Falam que um general dos tempos dos militares do século 20 no poder[1] no Brasil estava dormindo e esqueceu o rádio ligado e pela manhã começou a tocar o Hino Nacional!
Ele meio sonolento e apavorado, ainda de pijama convocou a alta cúpula e um falava que ele deveria por a farda, o outro falava que deveria bater continência, enfim mil e um palpites. Do lado estava um soldado raso que sempre que havia um palpite ele dizia levantando a mão:
“Eu sei o que fazer”!
E logo recebia dos graduados um sonoro “CALE SUA BOCA”!
Enfim, o hino tocando e sem solução para o problema deixaram o recruta falar:
“Desliga essa m.....desse rádio”!

Há muitas coisas que parecem obvias e precisam ser feitas em São Paulo[2], não precisa ser tecnocrata ou um aludido político que se vangloria de seu status, ou o diabo que o carregue, até o povo simples que aqui pode ser comparado com o “recruta do quartel” sabe o que fazer para que a cidade não seja comandada por siglas e grupos aproveitadores que o que mais sabem fazer é usufruir das benesses do Estado!

Tire o pijama, arregace as mangas e trabalhe...e desligue o rádio!





[1] Os militares no poder no Brasil parece ser coisa repetitiva, pois vejamos:

Pedro Álvares Cabral foi o fidalgo do “Achamento do Brasil” e era comandante militar da frota portuguesa

A expedição colonizadora do Brasil foi comandada por Martim Afonso de Sousa, nobre militar português, somente enviada em 1530

Depois é uma repetição de “capitães-mores” que perdurou por 300 anos, seguindo o Concílio de Trento

A Pseudo-Independência do Brasil saiu dos quartéis sobre comando de Dom Pedro 1º!

A Pseudo-República do Brasil saiu dos quartéis comandada pelo Marechal Deodoro da Fonseca!

A Revolta da Armada arquitetada pelo Marechal Floriano Peixoto exigiu a renuncia de Deodoro

A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana partiu do tenentismo!

Washington Luís e Julio Prestes em 1930 foram derrubados por uma junta militar!

A Coluna Prestes era liderada pelo tenente Carlos Prestes!

Segunda Revolta tenentista de 1924, em São Paulo

Golpe de Estado de Getúlio Vargas 1937-1945

Em 1945, um movimento liderado por generais, depôs Getúlio Vargas. 

Golpe militar que durou de 1964 a 1985

*A guerra de Canudos, de 1896-1897 foi o único movimento genuinamente popular.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Datas comemorativas e intervenções em Santo Amaro


 Há uma data real de fundação da "Villa de Santo Amaro"?

Anterior à civilização européia, todas as regiões possuíam nomes indígenas e muitas assim permaneceram por "preguiça" do agrimensor Real, que tinha incumbência de denominações oficiais. Assim permaneceu o campo de Ibirapuera ou Virapuera, do tupi ibi-ra-quera, denominação para "árvore velha". Da aldeia dos índios guaianases, à beira do rio Jeribatiba (Jerivá: palmeira que produz cocos e tiba: abundância), na localidade de Ebirapoêra (outra interpretação encontrada como "mata grande") foi fundada Santo Amaro, na aldeia de Caá-ubi, irmão do cacique Tibiriçá, que cedeu também sua aldeia para ali fundar o Colégio que deu origem a São Paulo. Havia semelhança no modelo de ocupação destas duas localidades protegidas contra ataques repentinos e com a proximidade das águas de sustentações das aldeias.
Havia também o Caminho do Peabiru, que em tupi-guarani tinha o significado: "Caminho Amassado Sem Ervas" (Pe=caminho, abiru=gramado amassado), que ligava o Pacífico ao Atlântico atravessando a Serra do Mar até Cusco no Peru, nos Andes Incas, "Terra D'El Dourado", cobiça de ibéricos, que possuíam o "Auto de Posse" das Terras. Para os descendentes guaranis, era o caminho de busca da Terra Sem Mal, caminho que levava ao céu. Pode ter sido, porém, um caminho de comércio para o povo inca, abrangendo mais de 3000 quilômetros.
O atual bairro de Santo Amaro recebeu muitos nomes ao longo do tempo, além dos dois acima, era ainda identificado também por Jeribatiba, Santo Amaro de Virapuera, e finalmente com o nome atual de Santo Amaro. O caminho da aldeia dos índios guaianases à beira do rio Jeribatiba, na aldeia do cacique Caá-ubi foi fundada a cidade de Santo Amaro, ligando-se à Trilha do Ouro e Prata Inca, do litoral pela Serra do Mar ou como era conhecido pelos portugueses, na parte mais baixa, como Serra do Facão.

O primeiro registro de terras na região data de 12 de agosto de 1560: duas léguas de terras na margem esquerda do rio (atual Rio Pinheiros) então chamado de Jeribatiba, doadas aos padres jesuítas. Data-se desta época a denominação Santo Amaro, homenagem dos jesuítas que trouxeram de Portugal uma imagem do Santo, embora se confira segunda hipótese da doação da imagem por parte do casal João Paes e Suzana Rodrigues para a Capela Nossa Senhora da Assunção de Ibirapuera, ambos vindos com o capitão maior da esquadra de exploração, que se dirigiu em direção ao Rio da Prata, de onde a embocadura escoava riquezas da América espanhola, Martim Afonso de Souza, para lavrar terras recebidas em sesmaria, primeiros latifúndios da terra, cujo documento original encontra-se hoje no Arquivo Nacional, em aldeamento dos naturais e caminho dos guaranis.
O padre José de Anchieta pode até ter estado na  missa "oficial" na aldeia que ficou conhecida como Santo Amaro (santo cristão, do século 6º, também denominado Mauro, é considerado protetor dos agricultores, carroceiros e carregadores) em 15 de janeiro de 1560, dia e mês em que se faz comemoração deste abade beneditino. O hoje santo jesuíta Padre José de Anchieta só se ordenou sacerdote alguns anos depois, portanto não poderia fazer os ritos oficiais da consagração eucarística!

(José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553, com apenas 19 anos de idade, chegando a Casa da Bahia e logo depois transferido para a Capitania de São Vicente. Após sua ordenação ocorrida em junho de 1566, foi nomeado superior em 1567, cargo que manteve até 1577)
 
Em 15 de janeiro de 1686 a capela de Ibirapuera foi elevada à categoria de Freguesia de Santo Amaro pelo segundo (embora o primeiro D. Frei Manoel Pereira, dominicano, confirmado por Bula de 22 de novembro de 1676, nunca assumiu) Bispo do Rio de Janeiro, Dom José de Barros Alarcão, secular que assumiu a mitra em de 19 de agosto de 1680 (embora conste a posse em 1681) até 06 de abril de 1700. Em de 06 de setembro de 1746 foi criada a Diocese de São Paulo, representando com a criação do bispado paulista, maior autonomia eclesiástica. O primeiro bispo foi Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, que veio de Portugal em 1695 para tomar posse do bispado. Para que ele subisse a Serra do Mar, foi melhorado o Caminho do Cubatão, que as Sesmarias antigas chamavam Caminho do Padre José, por mando tê-la aberto, ou consertado, o Venerável Padre José de Anchieta, que entrava nos sertões atravessando o Geribatiba (Rio Pinheiros), indo para as terras de Bututan, de Afonso Sardinha, avizinhadas com as terras de Carapicuíba, saindo em direção a Piratininga.
Assim o bispo Dom Bernardo Rodrigues Nogueira fez primeiro contato com São Paulo entrando por Santo Amaro, em direção a cidade de Paulista, representando a Igreja até novembro de 1748.
No dia 10 de julho de 1832, por decreto da Regência, Santo Amaro tornou-se independente com instituição própria instalando os trabalhos em 07 de abril de 1833 com a elevação para Vila de Santo Amaro (para ser elevada à condição de Vila deveria providenciar Cadeia, que em 1837 foi aprovada pela Câmara Municipal com imposto de quinhentos réis ao ano para a construção da mesma, além de instituir Forca, Pelourinho, e Igreja), empossando Francisco Antônio das Chagas, pai de Paulo Francisco Emílio de Sales, o poeta Paulo Eiró, também conhecido como professor Chico Doce, através de um eleitorado paroquial, sendo deste modo empossado o primeiro presidente da Comarca de Santo Amaro junto com mais sete vereadores. A primeira sessão da Câmara de Santo Amaro ocorreu no dia 6 de maio de 1833. Em lei provincial de 1835, instituíram-se cargos de prefeito e subprefeitos, sendo nomeado o primeiro prefeito de Santo Amaro o capitão Manuel José Moraes, em 04 de março de 1835. Era tio-avô de Prudente de Morais, primeiro presidente civil do Brasil República. O cartório do bairro de Santo Amaro possui os primeiros livros datados de 1832, arquivado o registro da transcrição da Lei Áurea, assinada no Rio de Janeiro, e a transcrição realizada em São Paulo, arquivada no 29º Registro Civil da Capital, no bairro Santo Amaro.
Em 14 de novembro de 1886, Dom Pedro 2º, Imperador do Brasil, e a Imperatriz Tereza Cristina estiveram na cidade de São Paulo e na cidade de Santo Amaro, para conhecerem a "Companhia de Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro", idealizada pelo engenheiro alemão, naturalizado, Georg Albrecht Hermann Kuhlmann, inaugurada em 14 de março de 1886 para o transporte de cargas, em uma época em que Santo Amaro supria a Capital de São Paulo com aproximadamente 25 toneladas de produtos agrícolas por ano, seguindo o plano de estrutura de abastecimento da cidade de São Paulo. Dom Pedro 2º e a Imperatriz tomaram o comboio ricamente adornado para a ocasião, ostentando o brasão Imperial. Custou tão digna presença, aproximados 1:158$000 de réis, causando um rombo aos cofres públicos, quantia que fora emprestada por ilustres financistas santamarenses.
Deste modo Santo Amaro foi administrada, por um século, como Cidade, com autonomia de decisão até 22 de fevereiro de 1935, quando houve nomeação por parte da pasta da Justiça do governo Getúlio Vargas, nomeando em 16 de agosto de 1933, interventor federal, um governador biônico, Armando de Salles Oliveira, genro de Júlio de Mesquita, dono do jornal O Estado de São Paulo, anexando Santo Amaro à Cidade de São Paulo, transformando assim parte de uma história de Independência Administrativa.

Dizem as "más e boas línguas" que, além de retaliação, a inauguração do Aeroporto de Congonhas, em 1934, foi uma das razões pelas quais o decreto estadual número 6983, de 22 de fevereiro de 1935, determinou a extinção do município de Santo Amaro, incorporando-o ao município de São Paulo. Previu-se geração de renda com a construção do novo Campo de Aviação (Congonhas) entregue definitivamente à cidade de São Paulo em abril de 1936, substituindo o Campo de Marte, que havia sido alvo de ataque aéreo em 1932, pois seus pilotos haviam sido convocados para integrar o Movimento Constitucionalista, juntamente com outros aviadores militares que haviam aderido à causa, além de Santo Amaro possuir o represamento da Guarapiranga para moderna hidroelétrica Usina de Cubatão, também conhecida como Usina da Serra ou Henry Borden, inaugurada em 10 de outubro de 1926, com construção Subterrânea, considerada marco de engenharia, devido ao túnel de adução ter sido escavado em rocha, protegido naturalmente contra bombardeios de aviação na Serra do Mar, que a Revolução de 32 não conseguiu destruir e parar o parque industrial.
Havia necessidade e interesse político em antecipar a anexação de Santo Amaro, mas, isto são conjeturas carentes de provas!...

Afinal, quando comemoramos nossa "Cidade de Santo Amaro"?


Vide:
JESUÍTAS: OS HOMENS DE PRETO CHEGAM AO BRASIL
http://carlosfatorelli27013.blogspot.com.br/2013/01/jesuitas-os-homens-de-preto-chegam-ao.html

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

AVENIDA PAULISTA INAUGURADA EM 8 DE DEZEMBRO DE 1891: 125 ANOS

A mais Paulista das avenidas!

O local escolhido foi o ponto mais alto da Mata do Caaguaçu[1]. “O Viaduto do Chá, aberto ao trânsito em 1893, ainda era novidade e a avenida Paulista, novinha em folha, uma atração turística. Para alcançá-la, empreendia-se a excursão em bonde a tração animal, ou vulgarmente chamados “bondes de burro”, que subiam a ladeira da Consolação, até o portão do cemitério, com um par de bestas apenas”. (A. de Almeida Prado)

A Avenida Paulista foi construída pelo engenheiro uruguaio, formado em agronomia na Alemanha, Joaquim Eugênio de Lima, casado com a paulista Margarida Joaquina Álvares de Toledo Lima, fixando residência em São Paulo. A avenida foi concebida para ser como as avenidas das metrópoles europeias:  larga, plana e moderna.

A Avenida Paulista possuía 28 metros de largura (alargada na década de 1970 para 48 metros) e 2.800 metros de comprimento e está localizada em platô a 847 metros de altitude.


A Paulista foi a primeira via pública asfaltada do Estado de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha.

Os palacetes tornaram-se um símbolo do poder dos barões do café da produção em São Paulo e mais tarde ganhou a residência do maior empresário do país, o conde Francisco Matarazzo.

Em 1895 foi construída a primeira casa, pertencente a Von Bullow[2].


Em 1905, foi erguida a residência de Joaquim Franco de Mello, única construção remanescente deste período ainda impera com sua beleza na avenida.

De 1927 a 1930 a Paulista recebeu o nome de Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador de São Paulo, mas o nome já estava consolidado como Avenida Paulista, como prenunciou seu idealizador: “Será Paulista em homenagem aos paulistas.”



Em 1892 inaugurou-se o Parque Villon[3] ou Parque Tenente Siqueira Campos (Esplanada do Trianon). Em 1916, parte do terreno do parque passou a abrigar o Belvedere, inaugurado pelo então prefeito Washington Luís. O local foi planejado por Ramos de Azevedo e abrigava um restaurante, sendo ponto de encontro da alta sociedade da época. Demolido deu espaço ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand inaugurado em 1968.


A conhecida “Casa das Rosas” foi construída em 1935 pelos escritórios de arquitetura Severo Villares e foi residência de Lúcia Ramos de Azevedo, filha de Ramos de Azevedo casada com Ernesto Dias de Castro. O local abriga hoje o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

A Paulista hoje é um ponto turístico da capital e o pólo financeiro da Capital resultante do deslocamento destes, provenientes do triângulo administrativo da cidade velha de São Paulo.


















 Há muito que se escrever e ainda postar uma gama enorme de imagens, mas  fica ao critério de cada um adensar esta história de 125 anos desta importante avenida paulistana de grande transformações urbanísticas!

Vide:




[1] Caaguaçu: do tupi caa=mato e guaçu=grande, ou seja, o local era coberto por densa vegetação, separando as tribos guaianases do lado de Piratininga e do Ibirapuera do início da colonização.

[2] Residência von Büllow, na Paulista; por tempos, a torre do palacete foi o local mais alto da avenida e pertencia ao empresário dinamarquês Adam Ditrik von Büllow, acionista da Companhia Antártica Paulista.

[3] Sobrenome do paisagista francês Paul Villon que juntamente com o inglês Barry Parker, projetaram o parque.